O dia 14 de maio é considerado o dia continental do seguro. E o que você pensa quando ouve falar em seguros? Boa parte das pessoas não gosta de discutir sobre o assunto. Avaliar o que existe no mercado, então, é algo que causa um certo temor, como se falar em seguro fosse pensar em perdas ou em morte. Mas está na hora de olhar diferente para o tema. Pense em um seguro como proteção. E como prevenir é muito melhor que remediar, falar em seguros é falar em proteção de capital. Qualquer capital que tenha valor para você!

Vamos a alguns exemplos práticos: Imagine que você tem um bom emprego, conseguiu guardar dinheiro e tudo tende a caminhar muito bem, desde que a situação permaneça assim e você possa continuar gerando renda. O que fazer se algo acontece no meio do caminho e te impossibilita fisicamente de continuar trabalhando, por exemplo? Neste caso, contar com um bom seguro pode fazer toda a diferença. 

Suponha também que você trabalhou duro para comprar um carro e uma casa. Talvez esteja até mesmo pagando o financiamento de ambos. O que aconteceria se você tivesse o carro roubado ou se a casa sofresse um incêndio? Calma, sabemos que a última coisa que queremos é pensar em algo assim. Mas você concorda que qualquer imprevisto é muito mais fácil de resolver se a precaução é levada em conta?

No fundo, funciona mais ou menos como um plano de saúde. Quem é que paga plano de saúde porque gosta de usar? Provavelmente a maior parte das pessoas que investem em algo assim é porque querem se precaver caso precisem, não é mesmo? E com os seguros é a mesma coisa! 

Seguros de todos os tipos ajudam na proteção de capitalCrédito: Blackwhitepailyn/Shutterstock

Proteção de capital é um pilar importante da Longevidade Financeira

Um primeiro seguro que qualquer pessoa deveria pensar em ter é o de vida. Ele não é essencial apenas para quem tem filhos ou dependentes, mas para qualquer um que queira garantir proteção. Vamos explicar o porquê.

Para começar, em caso de falecimento, um seguro de vida é uma das únicas coisas que são repassadas aos herdeiros automaticamente, sem precisar aguardar um inventário. Por isso ele é uma ferramenta poderosa de proteção de capital. Imagine deixar uma herança e seus herdeiros não terem dinheiro suficiente para liberá-la?

Hoje, somando-se impostos e advogado, se uma pessoa tiver um patrimônio de R$ 1 milhão, a esposa e os filhos precisarão de cerca de 20% deste valor para conseguir ter acesso a ele. Ou seja, cerca de R$ 200 mil.”, explica Marcos Veríssimo, superintendente comercial da MAG Seguros na Sucursal Niterói. 

“Por exemplo, o pai tem R$ 1 milhão em imóveis, ações e uma poupança de 200 mil. Parece que está tudo OK, mas o fato é que tudo isso entra em inventário. E se as pessoas não tiverem dinheiro para liberar o inventário, acabarão tendo que vender o patrimônio mais barato para pagar. Ou seja, um patrimônio de R$ 500 mil pode se tornar R$ 300 mil porque não houve preparação”, diz.

Além disso, há seguros de vida que podem ser usados em vida. Tudo depende da apólice contratada. Algumas coberturas protegem no caso de invalidez temporária ou permanente e até no caso de doenças graves. É possível contratar, inclusive, um valor relacionado a diárias hospitalares, o que pode ajudar muito caso algo aconteça e você não possa trabalhar neste tempo. Esse tipo de seguro pode ser contratado, inclusive, por quem não pensa em deixar uma herança ou não tem herdeiros nem dependentes.

Outros seguros que também devem ser considerados

Além do seguro de vida é importante pensar em outros seguros que ajudam a proteger o capital. Se você tem uma casa, por exemplo, avalie a contratação de um seguro residencial. Se você tem um carro, avalie a contratação de um seguro de automóvel. E há no mercado até seguros para celular caso você tenha investido um bom dinheiro no seu e precise protegê-lo. Normalmente o custo dos seguros é bem pequeno diante do benefício que trazem.

E se você costuma viajar para o exterior, um seguro viagem é essencial, sendo, inclusive, uma exigência para a entrada em alguns países. Há coberturas desde para acidentes pessoais e assistência médica, até compra de medicamentos, extravio de bagagem e hospedagem e alimentação no caso de problemas. Imagine só passar por uma dessas situações sem seguro e ter que desembolsar dólares, euros ou libras para resolver. Certamente isso pode detonar as finanças de qualquer um!

Além de proteção de capital, seguros têm assistências

Outra característica dos seguros é que boa parte deles conta com assistências relacionadas. Um seguro residencial, por exemplo, pode dar direito a serviços como manutenção de eletrodomésticos, troca de chuveiro ou chaveiro. Colocando na ponta do lápis, ainda que o seguro não seja utilizado, você pode economizar e proteger o bolso ao ter direito às assistências integradas.

É importante, porém, escolher qualquer seguro com muita atenção. Compare as opções no mercado, converse com especialistas se for o caso, e avalie a reputação da empresa seguradora. Alguns seguros são muito generalistas ou contém informações que estão apenas nas entrelinhas.

“Muita gente não sabe, por exemplo, que o seguro de banco tem vigência anual. Ou seja, o banco renova se tiver interesse. Assim, a pessoa geralmente contrata quando é nova e, quando faz 60 anos, por exemplo, o banco pode resolver não renovar. “, explica Veríssimo.

Portanto, para ter real proteção de capital utilizando os seguros como ferramenta, pesquise antes com atenção, considere suas reais necessidades e leia a apólice com cuidado ao contratar um seguro.

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