Assim que alguém começa a poupar dinheiro é natural que surjam dúvidas sobre o primeiro objetivo relacionado ao guardar. É consenso entre os educadores financeiros que quem não tem dívidas deve focar inicialmente na construção de uma reserva de emergência.

E o que é reserva de emergência? É um dinheiro que deve ser destinado exclusivamente para momentos que, como diz o nome, são emergenciais. Por exemplo: um pneu do carro que furou, uma cirurgia que precisa ser feita às pressas, a compra de uma passagem para uma viagem essencial de última hora, etc. 

Alguns chamam a reserva de emergência de reserva de oportunidade. Neste caso, ela também engloba situações onde o dinheiro pode ser usado para gerar mais dinheiro. Poder ser um curso que, se você fizer, vai proporcionar aumento no salário. Também pode ser uma oferta imperdível de algo que já estava planejando há tempos, etc.

O objetivo, em qualquer um dos casos, é não ter que recorrer a empréstimos nessas situações. Afinal, o dinheiro da reserva estará ali, disponível para uso. Ou seja, você não deve mexer a não ser que realmente precise muito. 

pessoa juntando moedas para reserva de emergênciaCrédito: Singkhan/Shutterstock

Reserva de emergência deve ajudar no caso de falta de renda

Outra situação importante que deve contar com a ajuda de uma reserva de emergência é a perda da renda. O que você faria hoje se ficasse sem salário ou perdesse clientes? Teria como se manter pelo menos por um tempinho até voltar a equilibrar as contas?

Pensando nesse cenário, a reserva de emergência ideal deveria englobar o valor de suas despesas fixas por pelo menos alguns meses. Quem é assalariado, por conta dos direitos trabalhistas, poderia ter uma reserva que abrangesse um período menor de contas do que quem é autônomo por exemplo. 

Dessa forma, suponha que você gaste R$ 3 mil de forma fixa todos os meses. Uma reserva de emergência suficiente para cobrir pelo menos 3 meses sem receita seria de R$ 9 mil. E como chegar nesse valor? O importante é começar, separando um pouco todos os meses. Para fazer isso, além de disciplina, você pode tentar cortar gastos, conseguir renda extra por um tempo ou, ainda, vender algumas coisas que não usa mais. 

Onde investir a reserva de emergência?

Uma dúvida comum de quem começa a planejar a reserva de emergência é onde investir. Aqui é importante entender que como o objetivo é poder contar com o dinheiro no momento em que ele é necessário, portanto qualquer investimento escolhido deve ter liquidez diária.

Liquidez diária é quando o investimento pode ser sacado assim que você precisa dele. Não é preciso ficar esperando dias, meses ou até anos. Nesse caso, exemplos são a própria poupança, o Tesouro Selic e também alguns CDBs.

É importante considerar que quando os investimentos têm liquidez diária tendem a pagar menos juros do que investimentos com prazo maior de resgate. Mas entenda que o objetivo de uma reserva de emergência é exatamente a disponibilidade imediata do dinheiro para que você não tenha que fazer empréstimos nem pagar juros altos caso precise. Nesse caso, portanto, vale abrir mão de um pouco de rendimento para contar com mais liquidez. 

E, é claro, uma vez que a reserva de emergência já esteja formada, aí será o momento de planejar outros investimentos que, dessa vez, podem ter prazos maiores de resgate e maior remuneração!

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