Construir uma reserva de emergência após os 50 anos pode parecer difícil para algumas pessoas, mas é totalmente possível. Se, até agora, você não conseguiu poupar dinheiro suficiente para ter um colchão financeiro; e, pelo contrário, acumula dívidas, fique tranquilo. Vamos ajudá-lo a dar os passos necessários para mudar essa realidade.

Gilmara Gonzalez é terapeuta comportamental especialista em educação financeira. Ela tem 56 anos e sabe bem o caminho que é necessário percorrer para construir uma reserva de emergência após os 50. “Comecei a minha nessa idade. Um belo dia percebi que eu tinha vários cartões de crédito, consignado, limite estourado no banco. Todas essas situações eu vivi. Meus filhos moravam na minha casa, pediam o cartão emprestado e não pagavam. Resolvi virar a chave e, além de construir a reserva, me tornei especialista em finanças e investidora”, conta.

E como fazer para começar? Para Gilmara, o primeiro passo  é ter consciência de que algo precisa mudar. Depois é começar a dizer não. “Aos 50, temos a sensação de que merecemos, de que não precisamos prestar contas para ninguém. Mas se não temos reserva, nossa vida não é nossa, é do banco, é do cartão de crédito.”, explica. “No meu caso, passei a dizer não aos filhos e também às compras. Parei de comprar coisas novas por 60 dias e passei a ver para onde estava indo meu dinheiro. Fui reduzindo o custo de vida.” 

Casal começando a construir reserva de emergência após os 50

Foto:StockImage Factory/shutterstock

Para construir uma reserva de emergência após os 50, entenda bem as próprias contas

Entender para onde está indo o próprio dinheiro é essencial para construir uma reserva de emergência após os 50. A educadora financeira Rosielle Pegado aconselha que se trace um plano realista para a realização do objetivo. “Você deve avaliar seu salário mensal, suas despesas mensais e suas economias. Ou seja, quanto você pode economizar a cada mês depois de pagar todas as suas contas. Você precisa entender o quanto de fato é necessário poupar para criar sua reserva e, com isso, se proteger de qualquer imprevisto.”

“É preciso pegar todas as rendas, pagamentos, dívidas, fatura do cartão e listar em uma folha, uma por uma. Pode ser que seja necessário baixar um pouco o seu padrão de vida no momento e passar a dizer não pra si mesmo. E faça aquelas perguntas: “Eu preciso? Se preciso tem que ser agora? Isso cabe no meu orçamento? Se não cabe, como posso fazer caber e esperar?.”, explica Gilmara.

Reserva ideal cobre entre 6 e 12 meses de gastos fixos

Normalmente, uma reserva de emergência deve cobrir entre 6 e 12 meses de gastos fixos. Ou seja, uma pessoa que gasta R$ 2 mil todos os meses, deveria ter entre R$ 12 mil e R$ 24 mil poupados com essa finalidade. Para chegar nessa quantia é preciso analisar cuidadosamente os gastos para reduzir o orçamento, eliminar despesas desnecessárias e começar a economizar.

“Você pode estar pensando: “Mas eu vou demorar uma vida para juntar esse valor”. Minha orientação como especialista é: não foque no valor final e sim no processo, pois caso apareça algum imprevisto pelo caminho, você terá um valor para amortecer e resolver o problema de imediato.”, explica Rosielle.

Gilmara, por sua vez, explica que iniciou sua reserva poupando R$ 100 por mês, dinheiro que ela mal tinha, pois estava endividada. “Comecei a separar todos os meses como se fosse comprar qualquer outra coisa. Era o que dava. Hoje consigo separar, guardar, investir. É necessário aprender a guardar dinheiro, mesmo que seja um pouco por vez. A primeira coisa é sentar e realmente fazer um check up das contas”, diz.

Se dinheiro não é suficiente, renda extra pode ser necessária

Rosielle diz que, em muitos casos, só reduzir os gastos não será suficiente para construir uma reserva de emergência após os 50. “Nesse caso eu aconselho você a criar uma renda extra com uma habilidade que você já tenha, seja dando uma aula particular, criando uma mentoria, fazendo limpeza ou vendendo roupas e utensílios domésticos que você não usa mais. Aqui é fundamental usar a criatividade.”, afirma.

Finalmente, uma vez que você comece a formar sua reserva de emergência, lembre-se que também é preciso investir o dinheiro, não deixá-lo parado. Segundo Rosielle, opções adequadas nesse caso são o tesouro selic, fundos DI e CDBs  com liquidez diária. 


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