A participação de mulheres na bolsa de valores brasileira, a B3, bateu o patamar recorde de 1 milhão. Até o fim de abril, havia 1.007.982 mulheres investidoras na bolsa.

O crescimento da participação feminina na negociação de investimentos de renda variável vem sendo constante. Segundo dados da B3, entre 2018 e 2020 o número de mulheres na bolsa de valores saltou de 179.392 para 809.533.

Porém, a representação feminina no total de investidores pessoa física ainda é bem menor que a participação masculina. Conforme a B3, elas são 25,47% e eles, 72,66% dos investidores.

No quesito valor investido, os homens também ainda têm ampla frente. São cerca de R$ 400 bilhões investidos pela ala masculina. Já as mulheres investiram R$ 104 bilhões.

Também segundo a bolsa, mesmo em um cenário de pandemia e instabilidade dos mercados, o número total de investidores na B3 saltou de 1 milhão em maio de 2019 para quase 3,2 milhões em novembro de 2020.

Participação de mulheres na bolsa de valores vem aumentando ao longo dos últimos anos

Participação de mulheres na bolsa de valores bateu recorde com 1 milhão de investidoras | Foto: Mr.Whiskey/Shutterstock

Além de recorde de mulheres na bolsa de valores, perfil de investidores vem mudando

Em dezembro de 2020, a B3 divulgou os resultados de um estudo sobre o perfil e comportamento dos investidores. Foram avaliadas mais de 2 milhões de pessoas que iniciaram sua jornada de investimentos na bolsa de valores entre abril de 2019 e abril de 2020.

A pesquisa mostrou que a nova safra de investidores vem mudando de perfil quanto ao primeiro investimento. Nos dois últimos anos o valor médio do investimento inicial na B3 foi de R$ 1.916 para R$ 660. Para a bolsa, isso mostra que esse tipo de investimento vem se popularizando.

Conforme afirmou ao portal da B3 o diretor de Relacionamento com Clientes-Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, a educação e conhecimento financeiro tem papel central nessa mudança de comportamento.

“A educação e a busca por mais informações sobre os produtos leva à diversificação, o conhecimento do investidor sobre o perfil dele e do seu apetite para o risco. Esse dado de manutenção das posições e contas mesmo nos períodos mais críticos de volatilidade comprova que não é uma questão pontual. É uma mudança de mentalidade que está se consolidando entre os jovens brasileiros e, por isso, uma mudança geracional na forma de investir no país”, avaliou.


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