Segundo os pesquisadores das ciências comportamentais, nosso cérebro toma mais de 35 mil decisões todos os dias. Mas uma boa parte dessas decisões é tomada de forma totalmente inconsciente ou baseada em informações muito limitadas, incluindo nos assuntos relacionados ao dinheiro. É aí que entram as heurísticas, nos ajudando nesse processo decisório para que o nosso cérebro não fique sobrecarregado.

Quer entender mais sobre esse fascinante mecanismo usado por todos nós e que nos ajuda, porém também pode atrapalhar? Então continue a leitura!

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O que é heurística?

Dentro das ciências comportamentais, que abrangem nosso comportamento econômico e financeiro, heurísticas são atalhos mentais que usamos para tomar decisões quando o tempo e a quantidade de informações disponível é limitada.

Se dermos um passo atrás e olharmos no dicionário, heurísticas significam os processos de invenção e descobertas, tanto por métodos científicos quanto baseados no bom sendo e na observação.

A palavra tem a mesma origem grega da expressão “Eureka”, que teria sido dita por Arquimedes, significando “Eu descobri”.

Com a evolução dos estudos e pesquisas no campo da economia comportamental, heurística passou a ser empregada como esta definição que mais nos importa aqui: regras de bolso que usamos no dia a dia para agilizar e facilitar as decisões que nosso cérebro precisar tomar diariamente.

Dúvidas importantes sobre heurísticas

Quais são as dúvidas mais comuns que as pessoas têm sobre heurísticas e como podemos respondê-las de uma forma simples e objetiva. Confira.

Quais os tipos mais comuns de heurística?

Desde os anos 1970, diversos pesquisadores têm estudado e descoberto muitos tipos de heurísticas no comportamento humano.

Em termos de metodologia, eles começaram realizando experimentos sociais reais verificando como pessoas se comportam diante de determinadas situações propostas.

A partir dos anos 1990, contudo, com o surgimento dos exames de ressonância magnética, alguns experimentos passaram a ser realizados observando as áreas do cérebro ativadas pelas situações.

Uma quantidade grande heurísticas foram descobertas, dentre elas podemos destacar:

  • Heurística da disponibilidade: quando tomamos decisões baseadas nas últimas informações disponíveis sobre um determinado contexto. Evito passar em uma certa região porque ouvi muitos relatos de assalto por ali ultimamente. Ou deixo de comprar a ação de uma empresa porque ela esteve envolvida em um evento negativo amplamente divulgado naquele momento.
  • Heurística do afeto: quando escolhemos algo baseados em nosso apreço e consideração por quem está nos recomendando aquela escolha. O exemplo mais comum é a aquisição de algo que está sendo divulgado por uma figura pública em quem confiamos
  • Heurística da ancoragem: quando tomamos decisões baseados em uma referência que foi apresentada inicialmente. Um exemplo comum é avaliarmos que um produto está barato porque o preço de oferta daquele produto foi maior em algum momento anterior.

Qual a diferença entre heurísticas e vieses?

Quando as heurísticas são usadas de forma sistemática e acabam nos causando erros de julgamento, as heurísticas se transformam em vieses cognitivos – ou simplesmente vieses.

Existem inúmeros vieses cognitivos.

Um dos vieses mais comuns em finanças é o efeito manada, quando tomamos decisões de compra e venda exclusivamente baseados no comportamento da maioria.

Como evitar que o uso de heurística não produza erro de julgamento e se transforme em um viés?

Existe uma dificuldade natural nos seres humanos em evitar os vieses, justamente porque as heurísticas são atalhos ou regras de bolso que usamos para lidar com a enorme quantidade de decisões que precisamos tomar diariamente.

A melhor recomendação é evitar os vieses que podem nos causar prejuízos. Decisões financeiras relevantes, por exemplo, devem ser preferencialmente tomadas quando estamos descansados e alimentados.

Se possível, tais decisões devem ser estrategicamente postergadas para que uma quantidade maior e melhor de informações seja considerada, evitando o impulso e, consequentemente, o viés.

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Esse conteúdo foi adaptado para a série Longevidade Financeira de A a Z, publicada especialmente no portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

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