O que você sabe sobre previdência privada aberta? Normalmente associada a investimentos voltados ao futuro e à aposentadoria, trata-se de uma forma de complementar as reservas financeiras. Mas qual a diferença entre uma previdência privada aberta e outra fechada? Vamos explicar.

Para começar, a diferença principal entre os planos é que qualquer pessoa pode contratar um plano de previdência privada aberta. Já na fechada, não. Um plano de previdência privada aberta é mantido por seguradoras e comercializado por bancos, corretoras de seguros e de investimentos. Já um plano de previdência fechada é oferecido pelas empresas aos seus colaboradores. Ou, ainda, para servidores da esfera pública (federal, estadual e municipal). Ele é gerido por entidades fechadas de previdência complementar.

No caso da previdência privada aberta, que é o foco desse texto, as taxas administrativas costumam ser um pouco mais altas que as de um plano fechado. A gestão, por sua vez, fica a cargo de gestores especializados que escolhem os produtos que serão investidos. Um plano aberto deve seguir as regras do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).

Pessoa segurança porquinho para representar investimento em previdência privada aberta

Foto: siro 46/shutterstock

Planos que você encontra na Previdência privada aberta

Ao contratar um um plano de previdência privada aberta é possível escolher entre duas alternativas: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A diferença entre eles é que com o PGBL é possível deduzir até 12% do total investido do Imposto de Renda (IR). Ele é indicado para quem declara no modelo completo. Só é preciso estar atento porque o IR incide sobre o montante total do que foi aplicado. Ou seja, você deduz agora, mas paga depois. Já no VGBL não há benefício fiscal, mas o IR só incide sobre o rendimento. 

“As tabelas de tributação são outra vantagem interessante. Existe a progressiva e a regressiva, elas se adaptam bem a diferentes perfis de investidores e objetivos. Para valores investidos por mais de dez anos com a tabela regressiva, por exemplo, é possível alcançar a menor alíquota de IR do mercado: 10%. Já a progressiva tem uma alíquota fixa de 15% no momento do resgate, mas esse valor pode ser compensado na declaração de IR, podendo variar de 0% a 27,5%”, explica Luiz Bacellar, CEO da Saks, fintech especializada em previdência privada. 

Defina seu perfil, objetivo e tempo de investimento

Para escolher o plano certo, o especialista explica que é necessário conhecer o seu perfil de investidor, seu objetivo e o tempo do investimento. É importante saber que a previdência privada não serve apenas para a aposentadoria. Ela pode ajudar a financiar outros projetos e sonhos ao longo da vida, sendo um investimento para o longo prazo.

Também é possível resgatar de algumas formas diferentes a partir do cumprimento da carência. Desde um resgate parcial ou total em determinada data até uma renda mensal temporária ou vitalícia. Como cada caso é único, o ideal é conversar com um especialista para tirar todas as dúvidas e definir qual a melhor opção para a sua história ao contratar.

Dados mostram crescimento das contribuições em previdência privada aberta

O fato é que cada vez mais pessoas investem em planos de previdência privada, pois sabemos que depender unicamente do INSS não é uma boa alternativa para garantir o futuro. No mês de agosto, dados divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) apontaram que os prêmios e contribuições na modalidade aberta em 2021 cresceram 11,2% em relação ao ano anterior, superando R$ 138 bilhões.

Segundo a Fenaprevi, a maior parte das pessoas optou pelo plano VGBL (90,9%); seguido pelo PGBL (8,4%) e pelos Tradicionais/outros (0,7%). A modalidade que predomina é a de planos Individuais (88,6%), seguida pela de Coletivos (9,8%) e também dos planos para Menores (1,6%).

Outras vantagens da previdência privada

Finalmente, de acordo com Bacellar, uma das vantagens dos planos de previdência é que é possível desenvolver o hábito de poupar através dela. “Você escolhe quanto quer guardar por mês e a forma de pagamento, se boleto ou débito automático. Isso te ajuda a desenvolver o hábito de poupar e investir todos os meses. Você não precisa olhar todos os minutos para a tela para acompanhar a rentabilidade.”, explica.

Também vale saber que é possível migrar para outros fundos de previdência caso os resultados do atual não estejam sendo satisfatórios. “Essa é uma grande vantagem da previdência. Você não precisa resgatar o dinheiro para migrar para outro fundo de previdência. Caso não esteja satisfeito com os resultados do seu plano de previdência atual, você pode fazer uma portabilidade. Ou seja, migrar seu investimento para outra instituição ou fundo de investimento.”, explica Bacellar.


O controle das finanças é um passo fundamental na construção da Longevidade Financeira. Baixe a planilha de Checklist de Controle Financeiro e vejo o melhor caminho para a sua organização.

 

Checklist de Controle de Hábitos Financeiros

Cultivo bons hábitos para sua longevidade financeira. Baixe GRÁTIS e imprima o checklist de controle de hábitos financeiros!

Livro


Leia também:

Quanto antes você começar a investir na aposentadoria, melhor! 

Conheça 5 curiosidades sobre os benefícios do INSS 

Desafios da educação financeira e previdenciária 

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: