Um dos maiores eventos do esporte mundial, as Olimpíadas capturam os olhares de milhões, ou talvez bilhões de pessoas a cada quatro anos. No entanto, para um grupo bem menor de pessoas, o sonho olímpico não para nunca. Estamos falando dos atletas, é claro. Chegar aos jogos é meta que requer persistência e foco quase obsessivos; ainda mais receber uma medalha. Como será que todo esse esforço é financiado? Em outras palavras: quanto custa virar uma estrela olímpica?

O uso da imagem pessoal é uma das formas mais eficientes. No entanto, o caso dos atletas que têm contratos rentáveis com as empresas é bem menos frequente do que se imagina. Mesmo no futebol, esporte que provavelmente recebe os maiores patrocínios em volume, há enorme variedade de realidades financeiras entre os jogadores. O que dirá dos atletas de esportes que recebem menos atração do público, como marcha atlética ou arco e flecha.

Sem contar que há uma série de regras para como os atletas podem explorar suas marcas pessoais, associando-as aos jogos. Em nome de preservar o espírito olímpico contra a hipercomercialização, os organizadores determinam de forma estrita as possibilidades de uso de postagens em redes sociais onde apareça o atleta, alguma referência ao patrocinador e a símbolos dos jogos, como vemos na imagem abaixo.

O que é permitido no sonho olímpico e o que não é.

No fim das contas, a verdade é que o sonho olímpico custa caro e, infelizmente, não é bem remunerado para muitos dos que dedicam anos a fio de suas vidas.  O autor da frase que dá título a esta matéria é o norte-americano Cyrus Hostetler, que atua na modalidade lançamento de dardo. Segue abaixo a íntegra de seu comentário, feita em seu site pessoal:
“Às vezes, o meu desafio não é na arena esportiva, e sim nas finanças pessoais. E todo ano eu perco a batalha. Quando você soma todos os custos com coaches, técnicos, médicos, equipamentos e viagens, meus rendimentos mensais simplesmente não dão conta”.

Cyrus conta que todo o dinheiro que conseguiu fazer atirando dardos no ano de 2011 (ele disputou os jogos de 2012 e de 2016) foi US$2.273. Em câmbio de hoje, isso equivale a menos de R$1.000 por mês.
Como então os atletas fazem para sobreviver? As regras da Longevidade Financeira também valem para eles. Muitos atletas têm empregos de tempo parcial em atividades desconectadas de seu esporte. Ou seja, buscam ganhar mais, diversificando suas fontes de renda. É bastante comum, também, dividirem residência com outros atletas, evitando despesas com moradia. Gastar bem significa gastar com aquilo que importa e gera satisfação real. Se o projeto é virar estrela olímpica, esse é um caminho.

O desafio de Hostetler é tão comum aos aspirantes de estrela olímpica que o site oficial dos jogos tem uma seção inteira dedicada a dicas financeiras para atletas. Entre elas, vemos sugestões como: buscar orientação financeira profissional, planejar-se para momentos de menor entrada de renda e se educar financeiramente. Além da perseverança e da garra, essas também são lições que todos podemos tirar do percurso de um atleta olímpico bem-sucedido.


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