Quantos boletos você paga por mês? Certamente os pagamentos são feitos pela internet, na comodidade e segurança do seu lar. Mas se você tem mais de 50 anos, certamente vai lembrar do tempo em que os boletos chegavam pelo correio e tínhamos que ir a uma agência bancária para fazer o pagamento na boca do caixa.

Seja pelas facilidades que a internet nos proporcionou, seja por uma maior consciência com o futuro sustentável do planeta, aos poucos os boletos impressos estão deixando de existir, dando espaço somente aos virtuais. Isso sem falar nas novas modalidades de pagamento, como o PIX, que em abril superou o total de operações realizadas por TED, DOC, cheques e boletos juntas. Também é possível programar o pagamento recorrente no cartão de crédito.

“Não utilizar papel para impressão significa salvar árvores que seriam derrubadas para a extração da celulose”, explica o engenheiro florestal Henrique Peixoto. De acordo com ele, para cada tronco padrão de eucalipto, é possível produzir 20 resmas de papel, que totalizam 10 mil folhas de 75g/m² em tamanho A4. Dados da Febraban mostram que todos os anos são emitidos no Brasil cerca de 3,5 bilhões de boletos, o que equivale a 350 mil árvores derrubadas todos os anos somente para essa finalidade.

Apostas do mercado sobre futuro dos boletos

Analistas apostam que ainda vai levar alguns anos para que os boletos de papel caiam definitivamente em desuso, assim como aconteceu com o cheque. De acordo com o Banco Central, em 2019, último ano com dados disponíveis, foram realizadas cerca de 550 milhões de transações bancárias envolvendo cheques no país. No ano anterior, o total de operações chegou a 633 milhões.

“Os jovens não usam o cheque, e acredito até que muitos nem saibam do que se trata. Mas a população mais velha ainda tem uma certa resistência às novidades e justificam que o canhoto dos cheques possibilita um maior controle dos gastos”, aponta o economista Mauro Guimarães, da Castro & Guimarães Assessoria Financeira. Ele acredita que o uso dos boletos ainda deve resistir por algumas décadas. “Vai entender”, brinca o economista.

Já o especialista em finanças pessoais Hirbis Girolli, da MAG Investimentos, aposta em um prazo mais curto para essa migração. “Acho que num intervalo entre 3 e 5 anos podemos ter uma inversão disso, com o PIX Cobrança assumindo a liderança", arrisca Girolli. "No entanto, a menos que o sistema resolva descontinuar completamente os boletos, uma descontinuidade forçada, é possível que ele coexista por muitos e muitos anos com os demais mecanismos", complementa.

Segundo o especialista da MAG Investimentos, o boleto ainda é o meio preferido de pagamento no Brasil. Para as empresas, o boleto ainda é útil por conta da possibilidade de incluir uma data de vencimento na cobrança. Por esse motivo, Girolli acredita que a grande difusão do PIX não ameaçou os boletos em um primeiro momento.

"Porém, com o lançamento do PIX cobrança, com essas mesma funcionalidades, data de vencimento e possibilidade de cobrança de multa/juros por atraso, pode ser que esse jogo vire, pois a emissão de PIX é bem mais barata que a emissão de boleto", conclui.


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