Para falar em Longevidade Financeira é preciso pensar nas crenças que nos vêm à cabeça ao pensar em dinheiro. Muitas pessoas o associam à escassez, enquanto outras o associam à abundância.

O fato é que, independentemente da associação que se faça, dinheiro é um assunto que nos acompanha a vida toda. E ele está presente desde que nos conhecemos por gente. Ou antes disso!

Durante cerca de vinte anos escrevendo sobre dinheiro, educação financeira e investimentos, já vi e ouvi muitas histórias diferentes sobre o tema.

Também acompanhei muitos adultos, na faixa dos 50 ou mais, vivendo situações completamente diferentes de acordo com as escolhas feitas ao longo da vida com relação às finanças.

Já conheci quem ganhava R$ 2 mil mensais vivendo de forma equilibrada e realizando sonhos. E, do outro lado, também houve histórias de quem mesmo recebendo R$ 20 mil mensais estivesse quebrado financeiramente. 

Isso mostra que, mais do que a quantia de dinheiro presente, é o uso que se faz dele que gera as reais consequências para a vida diária.

Adquirir Longevidade Financeira é para todos

A boa notícia é que adquirir Longevidade Financeira é algo possível para todos, desde que se esteja disposto a mudar hábitos e crenças que carregamos. As crenças, aliás, são o início de toda essa história.

Para começar, a forma como lidamos com dinheiro até certo ponto da vida tem muito a ver com o que recebemos de nossos pais, cuidadores ou adultos que nos cercavam durante a infância. 

Você aprendeu que dinheiro era bom ou ruim? O que seus pais pensavam sobre pessoas ricas? Como eles agiam ao consumir? É natural que, quando ainda não se tem consciência sobre o certo e o errado, todos esses “ensinamentos” se tornem crenças consolidadas.

E é comum, por exemplo, ver filhos de pais sempre cheios de dívidas passando pelo mesmo caminho ou achando que consumir é a chave para uma vida mais feliz. Ou, ainda, que toda pessoa rica é “do mal”.

A questão é que, quando ganhamos consciência de que nem sempre o que aprendemos lá atrás é o certo, fazer diferente é peça-chave não apenas para conquistar Longevidade Financeira, mas para repassar bons exemplos e boas crenças. Sempre é tempo!

Suas crenças te ajudam a adquirir Longevidade Financeira?

Crédito: Brano Heyd/Unsplash 

Crenças que carregamos influenciam nossas atitudes com dinheiro

As crenças que recebemos e as crenças que deixamos com relação à nossa forma de enxergar o dinheiro farão diferença essencial no aprendizado e na aplicação da educação financeira na vida de nossas famílias.

Separei 5 crenças comuns e importantes para que você possa refletir a respeito e, quem sabe, buscar mudanças positivas para o próximo ano que começa. São elas:

Dinheiro é algo ruim

Se você ouviu diversas vezes ao longo da vida que dinheiro é algo ruim, reavalie e veja que a falta de dinheiro é que é. O dinheiro pode servir para muitas coisas boas, tanto para trazer mais possibilidades de escolha e realizações de sonhos, como para ajudar quem quer que seja. 

É como uma faca, que tem o poder de cortar correntes ou de machucar. É você quem escolhe o que fazer com dinheiro.

Que tal montar uma lista de coisas positivas que você poderia fazer para o mundo se tivesse dinheiro sobrando? Vou dar alguns exemplos: ajudar projetos nos quais você acredita, doar cestas básicas para quem precisa, apoiar a educação de crianças que não têm condições de estudar, proporcionar conforto para os familiares que já trabalharam muito.

Todo rico é ladrão ou desonesto

Talvez você já tenha ouvido muitas vezes ao longo da vida que todo rico é ladrão ou, ainda, que todo empreendedor de sucesso é malvado ou explorador. Deixe essas crenças de lado e busque exemplos positivos de pessoas que conquistaram riqueza de forma honesta e com muito trabalho. Ou, ainda, que utilizam a riqueza para fazer o bem. 

Vamos a dois casos de bilionários e filantropos: Bill Gates, fundador da Microsoft, por exemplo, realiza doações para movimentos que trabalham para reduzir a pobreza e a fome. Já Jon Huntsman, fundador da Huntsman Corporation, perdeu os pais devido ao câncer e doa parte de sua fortuna para universidades e centros de pesquisa sobre a doença. 

Dinheiro não traz felicidade:

É verdade. O dinheiro por si só não traz felicidade. Ele é um facilitador. Por isso, nenhuma vida pode estar condicionada apenas a ganhar dinheiro. Existem pesquisas que tratam sobre o tema.

Uma delas, realizada pelos vencedores do prêmio Nobel de Economia, Daniel Kahneman e Angus Deaton, apontou que o bem-estar de alguém não aumenta depois de um determinado limite. 

Ou seja, até este limite (que seria de US$ 75 mil no caso da pesquisa, considerando o público norte-americano), ganhar mais não faz muita diferença. 

Já outro levantamento, publicado pelo periódico científico National Academy of Sciences, mostrou que quanto mais o salário aumentava, mais bem-estar as pessoas pesquisadas demonstravam sentir.

Independente do estudo, o fato é que há muitos ricos que não são felizes e muitas pessoas de condições financeiras menos abastadas que vivem uma vida simples e realmente feliz. De forma geral, o ideal não é pensar que o dinheiro vai aumentar o seu nível de felicidade, mas certamente ele facilitará a sua vida. 

Juntar dinheiro é só para ricos

Esse tipo de crença é muito comum e usada, inclusive, como desculpa por quem não consegue começar a guardar dinheiro. A ideia é que de nada adiantará guardar se não for uma quantia considerável. 

Se você acredita nisso e vive postergando até mesmo a formação de uma reserva de emergência, entenda o seguinte: mais importante que a quantia é a formação do hábito de guardar.

Quando você começa a poupar, mesmo que seja um pouco por vez, está criando em si mesmo - e talvez até dando o exemplo - uma prioridade.

E não importa se atualmente você só consegue guardar R$ 10. Com o tempo, a tendência é que continue guardando e adquirindo prazer ao ver o dinheiro aumentar. Poupar, portanto, não é só para ricos, é para todos. 

Nasci pobre, morrerei pobre

Finalmente, vamos a uma crença limitante que prejudica qualquer avanço futuro e que precisa ser abolida de sua vida. Se você acredita que apenas porque nasceu pobre, deve morrer pobre, isso significa que não confia em seu poder de realização para tornar a vida melhor. 

Quantas são as pessoas que nascem em condições totalmente adversas e ao longo do tempo vão conquistando melhorias? Não vale somente para a questão financeira, mas para uma série de outras coisas.

Acredite que você tem poder de mudar sua condição, mesmo que seja um passo por vez, e mudanças acontecerão. Encerro este artigo com alguns exemplos de superação real que podem inspirar. Até o próximo!

  • Nicholas James Vujicic: Ele nasceu sem pernas e sem braços devido à síndrome Tetra-amelia e se tornou um palestrante motivacional reconhecido.

  • Oprah Winfrey: Sofreu abusos físicos e psicológicos durante uma infância muito pobre. Hoje é uma das mulheres mais poderosas do mundo, segundo a Forbes.

  • Nelson Mandela: Líder do movimento anti-apartheid na África do Sul, permaneceu preso de 1962 a 1990. Em 1994, tornou-se presidente do país. Também recebeu o prêmio Nobel da Paz.

  • Viktor Frankl: Filho de uma família judia, foi preso em campos de concentração durante o holocausto e o único da família que sobreviveu. Ao final da segunda guerra escreveu o livro “Em busca de sentido”, que explica a logoterapia, método terapêutico que tem base no sentido da vida. É considerado um dos maiores psiquiatras da história.


Além de mudar suas crenças negativas sobre dinheiro, que tal começar a organizar na prática sua vida financeira? Para ajudar, baixe a planilha do Instituto de Longevidade MAG.


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