Com o distanciamento social e a reclusão provocadas pela pandemia da Covid-19, muito tem se falado sobre a suplementação de vitamina D em pessoas com mais de 60 anos. A deficiência do nutriente preocupa não só quem pertence a essa faixa etária, mas também seus familiares.

Você sabe, no entanto, de que forma a vitamina D está relacionada à imunidade? Ou qual a relação desse elemento com a exposição à luz solar? Ou ainda de que é possível repor essa vitamina por meio de suplementos?

O Instituto de Longevidade MAG foi em busca dessas respostas em uma entrevista com o presidente da Associação Brasileiro de Nutrologia (Abran), Durval Rivas-Filho. Ele explicou a diferença entre vitamina D ativa e inativa, por que os 60+ apresentam maior deficiência desse nutriente e qual a melhor estratégia para fazer a suplementação.

Confira abaixo!

Suplementação de vitamina D em pessoas 60+

Instituto de Longevidade MAG: De que forma o sistema imunológico está associado aos nutrientes?

Durval Ribas-Filho: Nossa função imunológica é dividida em função inata e adquirida. A imunidade inata é constituída de barreiras físicas e mecanismos de defesa por meio de secreções, músculos, ácido gástrico e outras respostas gerais que chamamos de complementos não específicos. 

Esse tipo de imunidade vai nos defender a partir do momento em que ele identifica algo estranho no nosso organismo. Assim, constitui essa barreira em poucos minutos ou horas.

O outro é o sistema adquirido ou adaptativo. Esse sim é altamente específico, identifica o patógeno e, por meio de moléculas, vai nos defender, o que demora dias.

Durval Ribas-Filho, presidente da Abran, posa em seu escritório, rodeado de livros. A imagem ilustra a matéria sobre suplementação de vitamina D em pessoas 60+.

Durval Ribas-Filho, presidente da Abran. Crédito: Divulgação

A velocidade da resposta vai depender dos requisitos que eu tenho para uma boa função imunológica e é aí que entra a parte nutricional, os macro e micro nutrientes.

Se um indivíduo tem uma dieta restrita, se for sedentário, obeso, tiver estresse, for tabagista e um poder aquisitivo baixo, ele vai ter um impacto nutricional que vai comprometer a função imunológica, aumentando o risco de infecção, inclusive do novo coronavírus. Dentre os micro nutrientes, citamos a vitamina B12, ácido fólico, zinco, ferro, cobre, selênio, vitamina C, vitamina A, E, B6 e, evidentemente, a vitamina D.

ILMAG: No caso específico da vitamina D, como ela impacta na imunidade de quem tem mais de 60 anos? 

DRF: Estudos mostram que baixas concentrações de vitamina D aumentam a produção de ocitocinas pró-inflamatórias, que são células que favorecem a inflamação. Então, a vitamina D em boa concentração aumenta a resposta imunológica.

Muitas células imunes têm receptores de vitamina D. É como se fossem uma porta com fechadura. Sendo a vitamina D uma chave para essa fechadura, ela pode fechar a porta para infecções, aumentando a capacidade fagocitária. Ou seja, é como se ela engolisse a célula estranha de vírus, bactérias ou fungos, protegendo o organismo.

ILMAG: E de que forma podemos ter mais vitamina D no organismo? 

DRF: A vitamina D pode ser adquirida em até 20% por meio da alimentação e 80% pela luz solar. Ela está no nosso tecido subcutâneo na forma inativa. Quando recebe a luz solar é que essa forma inativa se transforma em ativa, vai para o fígado e os rins, transformando em calcitriol, que é a forma da vitamina D que precisamos.

Nesse sentido, uma pessoa obesa terá mais dificuldade de penetração dos raios solares no tecido subcutâneo. Já quem é mais velho apresenta menor quantidade de tecido subcutâneo, o que também leva a essa deficiência de vitamina D.

Mulher 60+ tomando sol na praia. Imagem ilustra a matéria sobre suplementação de vitamina D em pessoas 60+.

Crédito: Shutterstock

Um jovem tem entre 25 a 30 nanogramas de vitamina D. Já o idoso tem de 15 a 20 nanogramas. Dependendo da região onde se vive, o clima e as condições socioeconômicas, a taxa de deficiência de vitamina D em idosos varia entre 42% e 83%, então é necessária a suplementação.

ILMAG: Quando fazer a suplementação de vitamina D? Ela deve ser específica para esse nutriente ou pode ser feita com compostos multivitamínicos?

DRF: Um grande avanço na medicina, por meio da nutrologia, foi poder detectar individualmente as necessidades que um paciente tem de um micronutriente. Ao oferecer multivitamínicos e minerais, você não identifica a necessidade específica. Às vezes, pode oferecer nutrientes a mais sem necessidade, o que pode causar até uma intoxicação no médio e longo prazo.

A falta de vitaminas e minerais provoca mais oxidação celular, mas o excesso também. Por isso, a suplementação de vitamina D só deve ser feita por prescrição médica de acordo com o quadro clínico do paciente. 

Alguns países já fazem fortificação de alimentos com a vitamina D. Mas a suplementação via alimentação é mais difícil no Brasil. Isso ocorre porque alguns dos alimentos mais ricos nesse tipo de nutriente não costumam fazer parte do nosso cardápio. É o caso de salmão e cogumelos, por exemplo.

Sendo assim, os suplementos ajudam, mas é importante ressaltar que, igual à exposição à solar, não existe.

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