Você sabe quais são as maiores causas de morte no mundo? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a isquemia cardíaca está em primeiro lugar no ranking. Sozinha, a doença foi responsável por 16% das mortes em todo o globo entre 2000 e 2019.

Os dados da OMS foram divulgados no último dia 10 de dezembro no relatório Global Health Estimates. Segundo a Organização, é importante saber por que as pessoas morrem para melhorar como as pessoas vivem. 

“Medidas quantas pessoas morrem a cada ano ajuda a melhorar a eficácia dos sistemas de saúde e a direcionar recursos para onde mais precisa”, explica o documento da OMS.

Veja abaixo o ranking completo das 10 maiores causas de morte no mundo:

  • Isquemia cardíaca
  • Infarto
  • Doença pulmonária
  • Infecção respiratória
  • Condições neonatais
  • Cânceres de traqueia, brônquios e pulmão
  • Doença de Alzheimer e outras demências
  • Diarreia
  • Diabetes mellitus
  • Doenças renais

Principais causas de morte impactam na longevidade e expectativa de vida

Principais causas de morte não são transmissíveis

A OMS destaca que, atualmente, sete das dez principais causas de morte no mundo não são transmissíveis. Isso representa um aumento em comparação ao ranking passado. Em 2000, as doenças transmissíveis eram quatro das dez maiores causas de morte.

O Alzheimer e outras formas de demência também passaram a aparecer no ranking. Nesses casos, destaca-se que as mulheres são afetadas em maior grau: 65% das mortes por Alzheimer e outras demências ocorrem entre mulheres.


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As estimativas mostram que há um movimento crescente para a longevidade. Em 2019, as pessoas viveram, em média, seis anos a mais do que viviam em 2000. A média global da expectativa de vida foi de 73 anos em 2019. Em 2000, essa estimativa era de quase 67 anos.

A expectativa de vida no Brasil ficou acima da média global. Segundo a OMS, ao nascer, a expectativa de vida do brasileiro era de 75,9 anos em 2019. As mulheres devem viver, em média, até os 79,39 anos, sete anos a mais que os homens, com 72,45 anos.

Porém, a OMS destaca que esses anos adicionais nem sempre foram bem vividos com saúde. As deficiências aumentaram e os traumatismos por acidentes, também. De acordo com o ranking, a expectativa de vida com saúde também cresceu - passou de 58,3 em 2000 para 63,7, em 2019 -, mas não acompanhou o ritmo de crescimento da expectativa de vida.

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